PRÓXIMAS INICIATIVAS

21 de Janeiro, 4ª feira, pelas 18:30h
Homenagem a Miguel de Unamuno

Miguel UnamunoPor ocasião do 150º aniversário do seu nascimento, o Grémio Literário presta homenagem a um dos maiores vultos da cultura espanhola e grande amigo de Portugal, que foi Miguel de Unamuno.

Representante maior da famosa “geração 98”, que marcou a história do pensamento no país vizinho, Unamuno, escritor, poeta e filósofo, e professor ilustre que ocupou durante anos o cargo de Reitor da Universidade de Salamanca, também se notabilizou pela sua intensa actividade cívica em defesa dos valores da liberdade e do acesso ao conhecimento. Foi, além disso, um grande conhecedor do nosso país, que visitou com frequência e onde fez amizade com grandes nomes da nossa literatura, como Antero de Quental, Guerra
Junqueiro, João de Deus, Fidelino de Figueiredo, entre outros, laços esses que deixou registados no seu conhecido livro “Por terras de Portugal e Espanha”.

Nesta sessão de homenagem será exibido um filme-documentário, gentilmente cedido pelo Instituto Cervantes, intitulado “Unamuno apaixonado”, da autoria de Rafael Alcazar, realizado no ano anterior, a que se seguirá uma conferência da Profª. Dra. Fernanda Abreu, da Universidade Nova de Lisboa, que nos falará das relações de Unamuno com Portugal.

A sessão será seguida de jantar ao preço de 30,00€ por pessoa.

 

29 de Janeiro, 5ª- feira, pelas 20:00h
Jantar/debate – Ciclo “Portugal pós - Troika: que Moeda, que Economia, que Futuro?”

João SalgueiroProssegue no próximo dia 29, tendo João Salgueiro como orador convidado, o novo ciclo de jantares-debate promovido pelo Clube Português de Imprensa, o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, subordinado ao tema “Portugal pós-troika: que Moeda, que Economia, que Futuro?“.

João Maurício Fernandes Salgueiro, de seu nome completo, nasceu em Braga em 1934, tendo-se licenciado em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, e pós-graduado em Planeamento Económico e Contabilidade Pública, pelo Instituto de Estudos Sociais de Haia, nos Países Baixos.

Foi como técnico do antigo Banco de Fomento que iniciou uma auspiciosa carreira profissional ligado à Banca, chegando a vice-governador do Banco de Portugal, presidente dos Conselhos de Administração do Banco de Fomento Nacional e da Caixa Geral de Depósitos e presidente da Associação de Bancos Portugueses.

Desde muito cedo que João Salgueiro se envolveu nos movimentos de reflexão política com expressão católica, tendo presidido à Juventude Universitária Católica e participado mais tarde na fundação da SEDES, no período da Primavera Marcelista.

Em 1969 foi nomeado Subsecretário de Estado do Planeamento, por Marcello Caetano, cargo que ocupou até 1971. Depois do 25 de Abril, aderiu ao Partido Social Democrata. Foi Ministro de Estado, das Finanças e do Plano do VIII Governo Constitucional, de Pinto Balsemão, entre 1981 e 1983.

Actualmente, é membro do Conselho Económico e Social, vogal do Fundo de Garantia de Depósitos e colaborador da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, onde rege o Seminário de Economia Europeia.

Polémico e frontal, João Salgueiro defendeu numa entrevista em 2013 um plano de emergência para o desemprego, dizendo que não se chocaria ao ver pessoas com formação universitária na construção civil ou a limpar matas. «Depois da Segunda Guerra Mundial as pessoas fizeram isso. Trabalharam com as mãos».

Mais recentemente, sobre o colapso do BES e o temido efeito sistémico declarou que: "Somos provincianos se pensamos que a queda de um banco pode criar problemas ao País. Só cria se nos deixarmos apanhar. Não vejo nenhuma razão para isso acontecer".

Crítico, também, da política de Bruxelas em relação à Grécia, o economista lembrou que se os líderes europeus tivessem «ajudado a combater a situação da Grécia há ano e meio atrás estávamos agora muito melhor na Europa».

Personalidade enérgica, temperada no rigor das coisas, João Salgueiro aceitou o convite para intervir no novo ciclo de jantares-debate, promovido pelo Clube Português de Imprensa, em parceria com o Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário, "Portugal pós-Troika: que Moeda, que Economia, que Futuro".

Uma reflexão em directo a não perder.

O preço do jantar é de 30€ por pessoa.