PRÓXIMAS INICIATIVAS

2 de Abril, 4ª feira, pelas 19:00h
Homenagem ao escritor francês Marcel Proust

Noite de fadosNo próximo dia 02 de Abril vai realizar-se, no âmbito da sessão de homenagem ao escritor francês Marcel Proust, uma palestra do Professor Eugénio Lisboa, à qual se segue a exibição de um filme sobre aquele escritor. 

Em Novembro de 1913 foi posto à venda, em Paris, um romance de um jovem escritor que publicara, até então, obras de cronista diletante, e agora pagava a edição que lhe fora recusada comercialmente. É o primeiro título de uma série de sete romances redigidos desde 1908 até Abril de 1922, e assim terminados sete meses antes da morte do autor – que deixou para publicação póstuma os últimos três títulos.

Foi o primeiro romance Du coté de chez Swann e o último Le Temps retrouvé, que À la recherche du temps perdu se lançara Marcel Proust ...

Entretanto, a Grande Guerra abrasara a Europa e o mundo inteiro, durante quatro anos e oito milhões de mortos, transformando a carta geo-política da Europa e a carta social do mundo. Em 1913, as chancelarias europeias jogavam seus interesses e influências, em 1922 elas tinham encontrado um falaz equilíbrio, passando da “Belle Époque” a “Années Folles” – que, com pano de fundo da guerra, se exprimem nesta rebusca de tempo para sempre perdido, a que Marcel Proust se entregou de corpo e alma, e sacrifício trágico e jubiloso de uma vida que se confundiu, absolutamente, com uma obra de criação.

Uma obra que marcou, na cultura ocidental (depois do século XIX de Balzac, Stendhal e Flaubert, Dikens, Tolstoi e Dostoievski), uma revolução na prática literária e na leitura de ficção romanesca.

Se é universal a importância do magno romance de Proust, em Portugal ela foi sabida pela segunda geração do nosso modernismo que a revista Presença assumiu, de 1926 a 1940, e foi a um especialista da literatura deste período, o Professor Eugénio Lisboa, que o Grémio Literário pediu para vir falar-nos de Marcel Proust – que depois estará presente no filme “Portrait Souvenir de Marcel Proust”, do realizador Gerard Herzog, com que o Institut Français de Lisbonne colabora na iniciativa do Grémio Literário.

A sessão será seguida de jantar pelas 20h30m, ao preço de 30,00€ p.p.

 

7 de Abril, 2ª feira, pelas 18:00h
Mesa redonda, sobre Almada Negreiros

No dia 7 vai realizar-se, em sessão comemorativa dos 120 anos do nascimento de Almada Negreiros, uma mesa redonda em que participará um grupo de pessoas que se distinguem por terem conhecido o homenageado e, de algum modo, trabalhado com ele: Prof. Doutor José-Augusto França, Rui Mário Gonçalves, António Valdemar e Victor Silva Tavares. Aguarda-se, ainda, a resposta de Maria do Céu Guerra, entre outros convidados.

 

15 de Abril, 3ª feira, pelas 19:00h
Lançamento do livro “História do Direito Brasileiro”

 Noite de fadosO Grémio Literário, em colaboração com a Editora Forense, promove, no dia 15, o lançamento do livro “História do Direito Brasileiro”, da autoria de Rui de Figueiredo Marcos, Carlos Fernando Mathias e do consócio Ibsen Noronha.

A apresentação da obra será feita pelo Exmo. Senhor Ministro do Supremo Tribunal Federal e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, Marco Aurélio de Mello.

A sessão é presidida pelo Exmo. Senhor Embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva.

 

22 de Abril, 3ª feira, pelas 20:30h
Jantar/debate – Ciclo “Portugal: que Estado, que Sociedade, que Soberania?”

Noite de fadosProssegue no próximo dia 22 de Abril, imediatamente a seguir à Páscoa, o ciclo de jantares –debate subordinado ao tema “Portugal: que Estado, que Sociedade, que Soberania?”, tendo D. Manuel Clemente, antigo Bispo do Porto e actual Patriarca de Lisboa como orador convidado.

Este novo ciclo de jantares-debate, com periodicidade mensal, é promovido pelo Clube Português de Imprensa, Centro Nacional de Cultura e o Grémio Literário. 

D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente, de seu nome completo, nasceu no concelho de Torres Vedras, em 16 de Julho de 1948. Ingressou no Seminário Maior dos Olivais em 1973, tendo sido ordenado presbítero seis anos depois. Da sua biografia oficial, consta que  foi Coadjutor das paróquias de Torres Vedras e Runa, formador e Reitor do Seminário dos Olivais e, desde 1997, membro do Cabido da Sé de Lisboa. Nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa e titular de Pinhel, em 6 de Novembro de 1999, foi ordenado na Igreja de Santa Maria de Belém (Jerónimos) a 22 de Janeiro de 2000.

O seu espírito missionário fez com que fosse nomeado para coordenar a equipa portuguesa do Congresso Internacional para a Nova Evangelização (ICNE) que juntou as dioceses de Viena, Paris, Lisboa, Bruxelas e Budapeste. D. Manuel Clemente tem ligações ao movimento escutista: foi escuteiro desde 1964, primeiro na Paróquia de São João de Deus e depois em Torres Vedras.

Nomeado bispo do Porto, em Fevereiro de 2007, D. Manuel Clemente  é licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa e em Teologia pela Universidade Católica. Doutorou-se em Teologia Histórica em 1992, com a tese intitulada ‘Nas origens do apostolado contemporâneo em Portugal. A «Sociedade Católica»’ (1843-1853).

É, também, autor de vários livros, como "A Igreja no Tempo, História Breve da Igreja Católica" e de vários textos sobre o catolicismo em Portugal a partir do liberalismo.

Considerado um dos profundos pensadores do País na actualidade, recebeu o Prémio Pessoa em 2009, e há muito que era dado como o mais provável sucessor de D. José Policarpo, entretanto falecido. 

Optimista por natureza, D. Manuel Clemente, tem revelado uma visão muito própria do País, como aconteceu numa entrevista ao “Público”, ao dizer que Portugal “existe exactamente por não se confinar ao seu rectângulo original. Para os portugueses, Portugal, este Portugal daqui, este cantinho da Europa, nunca foi o bastante. E até pela nossa própria situação: somos, na Europa, o País que está mais perto de outros continentes, daqueles que já se conheciam, como África, ou dos que ainda não se conheciam, como a América. Portugal teve sempre no mar a sua melhor definição. É um País-cais, onde se está sempre a chegar e de onde se está sempre a partir. Um País embarcado”.

Observador atento não apenas das realidades portuguesas, como europeias, D. Manuel Clemente sente que “há hoje dois aspectos preocupantes para a democracia, um interno e outro externo. O primeiro é a não participação das pessoas: as grandes percentagens de abstenção nas eleições dos países europeus são um sinal preocupante. O aspecto externo é o facto de os grandes centros de decisão estarem hoje fora do âmbito nacional e estatal. E é também por isso que as pessoas não intervêm. Não sabem quem manda, o poder não tem rosto. Se estes dois aspectos se agravarem, se aumentar o abstencionismo e o sentimento de que nada de essencial se decide a nível nacional, a democracia corre perigo”.

Além do Prémio Pessoa, atribuído por ser “uma referência ética para a sociedade portuguesa no seu todo”, D. Manuel Clemente foi condecorado com Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, pelo Presidente Cavaco Silva, a 30 de Agosto de 2010, enquadrada na Visita Apostólica de Bento XVI a Portugal.

Entre outras distinções, D. Manuel Clemente possui ainda o Doutoramento Honoris Causa emCiência Política, Cidadania e Relações Internacionais, atribuído pela Universidade Lusófona do Porto, em 2012.

É esta personalidade fascinante, intelectual e Homem da Igreja, que nos privilegia com a sua presença no Grémio Literário, para abordar o tema “Portugal: que Estado, que Sociedade, que Soberania?”.

Recorde-se que o objectivo desta iniciativa é o de juntar, como já sucedeu no ciclo anterior, um conjunto de personalidades relevantes da sociedade portuguesa, que possam ajudar-nos a reflectir sobre a situação complexa que o País vive, desde que se encontra sob assistência financeira internacional e sujeito a uma austeridade severa.

O preço do jantar é de 30€ p.p.

 

23 de Abril, 4ª feira, pelas 19:00h
Sessão Comemorativa do 168º Aniversário do Grémio Literário

Noite de fados

Na data do 168º aniversário da aprovação dos Estatutos do Grémio Literário por carta Régia de Dona Maria II, vai realizar-se uma sessão comemorativa, na Biblioteca, durante a qual serão entregues o Prémio Grémio Literário 2013 e as menções honrosas, distinções atribuídas pelo respectivo Júri (Conselho Literário).

O Prémio é constituído por uma escultura da autoria do consócio José de Guimarães, que graciosamente a ofereceu para o efeito, e pela quantia de 1.500,00€, generosamente oferecida pelo consócio Dr. Abdul Hamid Bangy.

Seguir-se-á um recital de canto e piano com a participação dos cantores Ana Sofia Ventura (soprano), Pedro Matos (tenor) e do pianista Nuno Vieira de Almeida. O programa consta de obras de Robert Schumann e de Gabriel Fauré.

Finda a sessão será servido um jantar, ao preço de 35,00€ por pessoa.

Atendendo à solenidade do acto, solicita-se o uso de fato escuro, como trajo para os homens.